Segurança e dados sensíveis

O material de um caso costuma trazer dados pessoais sensíveis, como saúde, vida sexual, convicção religiosa e origem racial (LGPD, art. 5º, II), e informação coberta pelo sigilo profissional do advogado(a). Esta página diz o que o TranscriptMe faz com esse material hoje, com as mesmas regras da ficha do produto: só o que existe, e o que ainda está em andamento dito como tal.

Quem vê o caso

Cada caso é isolado dos outros no próprio banco de dados: o PostgreSQL aplica Row Level Security forçada em todas as tabelas de caso, e o aplicativo entra com um papel que não consegue contornar essa regra. Só as pessoas chamadas para o caso, na Equipe do caso, abrem o material.

  • Verificação em duas etapas, com aplicativo autenticador e código de seis dígitos, para qualquer conta.
  • Sessão de sete dias; trocar a senha encerra as outras sessões.
  • Nenhum script de terceiro na área do caso: sem Google e sem pixel.

Onde o material fica e quem o processa

O servidor e o banco ficam nos Estados Unidos (DigitalOcean), e a inteligência artificial roda nos Estados Unidos e na Europa. O material dos casos não treina modelo de IA, por contrato com os fornecedores. A transferência segue o art. 33 da LGPD, com cláusulas contratuais com cada fornecedor, e a Política de Privacidade diz onde cada etapa acontece.

  • Anthropic: o texto das mensagens e dos trechos, as imagens, os quadros de vídeo e as perguntas do chat.
  • OpenAI: o áudio, para a transcrição (Whisper), e o texto dos trechos e das perguntas, para a busca por significado.
  • Mistral: a leitura dos PDFs, que são apagados lá ao fim.
  • Microsoft: só quando você conecta uma pasta do OneDrive, sempre com permissão somente leitura.
  • O processamento no Brasil não está disponível hoje.

Como o material é protegido

No caminho, tudo vai cifrado: HTTPS com HSTS de um ano, e a conexão do aplicativo ao banco é cifrada e autenticada. Em repouso, o banco e o armazenamento usam a cifra do provedor, e os acessos ao OneDrive são cifrados (AES-256-GCM) antes de ir ao banco.

  • Hash SHA-256 de cada arquivo na chegada, o mesmo que o relatório de provas mostra.
  • Backups diários, cifrados antes de sair do servidor, em duas nuvens, com conferência de hash: 30 diários e 12 mensais.
  • Documento aberto no navegador sem rodar script: só PDF, foto, áudio, vídeo e texto puro abrem na tela; o resto desce como arquivo.

O registro do que acontece no caso

Envio, análise, busca, pergunta ao chat, exportação, exclusão e retenção legal ficam registrados por caso, com a data, o IP e o navegador de quem agiu. O registro fica no servidor; ainda não há tela para consultá-lo.

Apagar e levar os dados

Apagar uma fonte, um caso ou a conta apaga as linhas do banco, os arquivos no armazenamento e o arquivo como chegou. Uma retenção legal ativa impede o apagamento, e cada exclusão fica registrada.

  • A conta tem 30 dias de arrependimento depois do pedido: entrar de novo devolve tudo como estava.
  • As cópias de segurança vencem sozinhas pela retenção: 30 diárias e 12 mensais.
  • "Baixar os meus dados", na página da conta, entrega um ZIP com o cadastro, os aceites, os eventos da conta e as ações da pessoa nos casos (LGPD, art. 18). O conteúdo de cada caso tem a exportação própria.

Segurança como processo

O TranscriptMe mantém um sistema de gestão de segurança da informação na linha da ISO 27001, com política, registro de riscos e procedimento de incidentes. A certificação ainda não existe: está em andamento.

Para levar à avaliação do escritório

Antes de colocar o material de um cliente em qualquer ferramenta, vale ter por escrito onde os dados ficam, quem os processa, se o material treina modelo, quem consegue ver o caso, como se apaga e se fica registro do que foi feito. Esta página responde a cada uma dessas perguntas para o TranscriptMe.

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